quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

50 Shades Of Grey, 2015


Sinopse: 

"Anastasia Steele, uma estudante de literatura, vai entrevistar o rico Christian Grey, encontrando um jovem, belo e intimidante homem. A inocente jovem fica surpreendida ao perceber o seu desejo por ele e este também a quer, mas nos seus muito próprios, singulares e controladores termos.

«As Cinquenta Sombras de Grey» é a adaptação cinematográfica mais aguardada do livro best-seller que se tornou um fenómeno global. Desde o seu lançamento, a trilogia «Cinquenta Sombras» foi traduzida em 51 idiomas em todo o mundo e vendeu mais de 100 milhões de cópias, incluindo versão digital, tornando-se uma das séries de livros mais vendida de sempre."



Fui hoje ver o filme ao cinema e tenho a dizer, que depois de ter lido tanta coisa sobre o filme, acabei surpreendida, pela positiva.

Sou daquelas pessoas que odiou os livros. Digo sinceramente que nada me atraiu nos livros.

Acho a Anastacia chata e sem personalidade. Irritante.

Acho o Christian controlador, abusivo e demasiado ciumento.

Não sou mulher que queira um Christian Grey como namorado ou parceiro sexual. Seja lá o que for.

A minha independência e amor-próprio não me fazem capaz de compreender certas situações do filme.

Não que eu tenha alguma coisa contra sado-masoquismo ou seja lá o que for. Mas para mim, como mulher, é algo que eu nunca aceitaria.

Fui ver o filme em grande parte por culpa da minha querida amiga Raquel Teixeira e do Jamie Dornan xD

Mas pronto, vamos falar do filme, que na minha visão das coisas, é em tudo superior ao livro.

Como eu não gostei dos livros, é normal que pense assim.

As cenas de sexo não são nada do outro mundo, o que é natural acontecer porque caso fossem tal e qual o livro, o filme nunca iria para o cinema e virava porno.

Na minha opinião, quem gostou dos livros, pode acabar desiludido.

Não vão ao cinema a pensar que tudo o que tem nos livros está lá porque vão acabar desiludidos.

Quem é fã dos livros, o melhor é ir ver sem criar grandes expectativas.

Acho que em termos de cast, só acertaram no Christian Grey. O Jamie Dornan está bem para o papel mas a Dakota Johnson não me convence como Anastacia.

Em resumo: apesar de eu não ter gostado dos livros, gostei do filme e da forma como as cenas foram conduzidas.

De todas as cenas sexo ou de submissão - chamem-lhe o que quiserem - aquilo que me meteu mais confusão, mesmo sabendo que ia acontecer , foi a cena final do filme, quando a Anastacia toma a decisão de não se sujeitar mais a forma como o Christian a trata.

Continuo a dizer que uma situação assim, na minha vida pessoal, nunca seria possível, mas não posso dizer que odiei o filme, porque estaria a mentir.

Não é um filme para se ver em família, mas admito que me ri muito com as cenas da Anastacia. Eu e a sala de cinema toda xD

Há alturas em que o filme parece uma comédia. xD

Concluindo, a todos aqueles que vão ao cinema, divirtam-se, porque eu com certeza diverti-me imenso xD

«Sandy»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

The Fault in Our Stars - A Culpa é das Estrelas


Ao acabar de ler A Culpa é das Estrelas, a pergunta que levantei a mim própria foi: Porque raios tenho eu que me apegar tanto aos personagens?! 

Acontece-me sempre isto, não só em livros, mas também em séries e filmes.


Não consegui conter as lágrimas. 


Amei o livro. 


Sofri com a Hazel de tal forma que depois de acabar de ler, os olhos ainda me doíam de ter estado a chorar. 


Acho que toda a gente devia ter ou conhecer, pelo menos uma vez na vida, um Augustus Waters. 


Ele é tão, epah nem sei bem se a palavra se adequa, mas ele é tão irreal, tão perfeito, com a sua maneira tão própria de encarar a vida, que acho impossível não se gostar dele. 


Depois os homens acham estranho as mulheres serem tão exigentes no que diz respeito a relações amorosas...:b 


Pelo andar da carruagem, com os livros que leio, os filmes e séries que vejo, se continuo a elevar o padrão de qualidade do meu futuro namorado, acho que vou parar a um convento e fico solteira o resto da vida.


Amei o livro. 
Amei a história. 
Amei tudo. 


Se estava ansiosa para o filme antes de ler o livro, agora ainda estou mais.

«Sandy»

quarta-feira, 7 de maio de 2014

25 de Abril de 1974


A 25 de Abril de 1974, foi derrubado em Portugal um governo que oprimia, proibia e amordaçava a liberdade de expressão no nosso país. 

Não o vivi, mas a história deste dia foi sempre uma das partes da história de Portugal que gostei de saber e de estudar. 

Declarado como "Dia da Liberdade" e conhecida como a "Revolução dos Cravos", trouxe ao nosso país uma liberdade que há muito era desejada por quem cá vivia. 

Obrigada a todos os intervenientes, por terem lutado por este dia e terem feito com que eu pudesse a ter liberdade de expressão, podendo agir, dizer e viver da forma como quero. 


Zeca Afonso - Grândola Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

sexta-feira, 11 de abril de 2014

As perguntas da madrugada.



Existem momentos na vida em que nos vêm à cabeça perguntas que parecem um pouco sem sentido.

Chegam-nos por via das dúvidas que surgem depois de um mau dia fora de casa, depois de uma discussão mais acesa com um familiar ou depois de algo que aparentemente fazia sentido na nossa vida, deixar de o fazer, de um momento para o outro. 

Essas perguntas, a mim, chegam-me de madrugada, quando sou atacada pelas insónias e o sono não vem. 

Fico às voltas na cama, a ver as perguntas surgirem-me na cabeça quando faço tudo para as tentar fazer desaparecer. 

Sim, porque geralmente, as perguntas que me surgem são aquelas para as quais eu não tenho resposta.

São aquelas perguntas que teimam a aparecer quando tudo parecer estar a correr bem, relembrando-nos que, apesar de tudo, ainda não temos respostas para aquilo que nos atormenta. 

Por exemplo: 

Pergunto-me muitas vezes porque é que as pessoas têm que ser tão preconceituosas e mesquinhas ao ponto de nos atirarem a cara que o facto de alguém ter excesso de peso ou falta dele, vestir-se duma ou de outra forma, ter ou não ter tatuagens, usar ou não piercings, os impede de arranjar trabalho. 

Claro, não culpam os políticos, não culpam a crise económica e social pelo qual o país está a passar, não culpam o sistema que só é bom para quem tem cunhas, culpam sim, quem procura trabalho e não o encontra porque é gordo, magro, alto, baixo, homem ou mulher.

Alguém me explica onde é que isto faz sentido?!

Juro que por mais que tente, não consigo perceber o que faz com que alguém que fuja ao dito "padrão de beleza da sociedade moderna" tenha mais ou menos oportunidades de emprego, seja mais ou menos competente no cargo para o qual se candidata. 

Se seguirmos esta lógica, acho que em vez de nos inscrevermos no centro de emprego, e deixarmos lá o nosso currículo, mais valia estarmos inscritos numa agência de modelos e deixarmos lá o nosso book, para que assim esta recrute trabalhadores consoante o "padrão de beleza" exigido pela empresa. 

Se assim fosse, poupavam-me trabalho a enviar currículos. Pelo menos iria saber, consoante o "padrão de beleza" no qual me insiro, para que função estaria apta. 

Acreditem, isto não são frustrações duma jovem que não tem mais nada para fazer à vida a não ser levantar questões parvas. 

São sim sentimentos de alguém, que está constantemente a ser "atacada" e "julgada" por ser excepção à regra. 

E acreditem, isso tira-me profundamente do sério.

Porque começo a pensar que aqui para os meus lados, fugir a essa regra exigida de pertencer ao "padrão de beleza da sociedade moderna" é mais criminoso do que os constantes cortes salariais a que a função pública e os pensionistas estão sujeitos.

É mais criminoso do que o aumento de impostos, do que a taxa de desemprego que não pára subir e do que o número de pessoas, cada vez maior, que se aventuram na emigração, na tentativa de encontrarem uma vida melhor lá fora. 

E em pleno século XXI, onde, supostamente, estamos a viver num país europeu desenvolvido, esta mentalidade antiquada, preconceituosa e ridícula, tira-me complemente do sério.


«Sandy»

As pessoas julgam a aparência, mas esquecem-se que o mal da sociedade são as pessoas sem carácter.

Renato Russo