quinta-feira, 29 de agosto de 2013

OBRIGADA BOMBEIROS DE PORTUGAL!


Hoje em dia, cada vez mais, me custa ligar a televisão e ver notícias.

Pode parecer estranho mas é a realidade.
 
Somos bombardeados com desgraças atrás de desgraças durante grande parte do boletim informativo e a forma como tudo é abordado, tira-me do sério.
 
São incêndios atrás de incêndios, bombeiros feridos, bombeiros que não se conseguiram salvar e acabaram por falecer.
 
O que mais me tira do sério e me deixa indignada é a forma desinteressada e ridícula com que os nossos governantes falam da situação.
 
Até quando é que estes heróis vão sofrer as consequências da má gestão de território levada a cabo pelos nossos governantes e dirigentes partidários?

Até quando é que vão morrer e ficar feridos bombeiros, sem que aqueles que nos governam lhes darem a devida importância?

Até quando é que incompetência dos nossos políticos vai continuar a ceifar vidas?

Até quando é que as pessoas vão ser tratadas como números, como estatísticas, como a média e moda num programa duma série de acontecimentos?
 
As pessoas não são números senhores governantes.
 
Isto não é um CENSO qualquer onde preenchemos umas folhinhas para sabermos quantos somos.

Isto são VIDAS!
 
VIDAS interrompidas por falta de competência de quem gere este país e que supostamente nos deviam PROTEGER!

Isto são VIDAS ceifadas por causa dos cortes orçamentais, dos cortes nos salários, dos cortes na segurança, dos cortes em tudo e mais alguma coisa menos no vosso bolso!
 
São VIDAS que terminam porque as regras não são cumpridas, são vidas perdidas porque o vosso amor ao dinheiro fala mais alto do que vosso amor à vida de quem vos defende!
 
PREVENÇÃO e FORMAÇÃO são as palavras adequadas meus senhores!

Importem-se menos em encher os vossos bolsos e mais em tomar conta de quem nós defende e põe a vida em risco para nos salvar!

É triste e vergonhosa a atitude desinteressada com que assuntos tão graves como estes são tratados nos mais diversos meios de comunicação e pelos dirigentes do nosso país.

É de lamentar que seja mesmo verdade que as primeiras páginas dos jornais dão mais importância a notícias fúteis, que em momentos como estes não fazem qualquer sentido, do que à realidade do que se passa no nosso país e com aqueles que dão a vida por nós, que põem a vida ao serviço da pátria e que tão maltratados são por aqueles que nos governam.

É uma vergonha que não tenha sido declarado luto nacional.

É uma vergonha que corruptos e ladrões sejam enaltecidos em praça pública enquanto que aqueles que não são corruptos e não se deixam vender, apagam o fogo e perdem as suas vidas para ajudar o outro.

É triste e revoltante que todos os bombeiros sejam tão maltratados nas mãos destes governantes.

Estou indignada, revoltada, triste, decepcionada com a forma como estes HERÓIS/HEROÍNAS, que dão a vida por nós são tratadas.

Neste momento, só me resta dar os meus sentidos pêsames aos familiares e amigos de quem perdeu a vida e desejar muita força e coragem àqueles que ainda se encontram hospitalizados, assim como às suas famílias e amigos.


OBRIGADA POR TUDO BOMBEIROS DE PORTUGAL!

“NECESSITAM-SE DE POLÍTICOS VOLUNTÁRIOS QUE FAÇAM PELA NAÇÃO O QUE OS BOMBEIROS FAZEM PELA POPULAÇÃO!”


«Sandy»

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Crise Política? E agora?





Para começar tenho que salientar que eu não tenho partido político, não tenho ideologia política e muito menos venho aqui defender ou apoiar quem quer que seja. 

Venho expor a minha opinião dizer o que penso e o que acho acerca do que neste momento se está a passar no nosso querido país. 

Como tem sido noticiado em todos os canais televisivos, em todos os jornais diários e restantes meios de comunicação social, após a demissão, primeiro do ministro das finanças, Vítor Gaspar, e em seguida do presidente da coligação CDS, que dá a maioria ao PSD na assembleia, Paulo Portas, foi declarado que estamos numa crise política que não dá ares de melhoras e que se está a tornar cada vez mais grave. 

Como disse Medina Carreira no comentário levado a cabo no telejornal de hoje (03 de Julho de 2013), na TVI, grande parte da culpa do sucedido é dos jovens e ingénuos políticos que estão à frente dos partidos na assembleia. Como ele declarou, a vida política não se faz apenas de juventude, mas sim de experiência de vida e só depois de se dar muitas cabeçadas na parede.

Agora alguém me explica como é que quem sempre teve tudo dado de mão beijada, com facilidade e sem qualquer esforço, tem capacidade para governar um país?

Cada vez mais este país está a ser afundado, num poço sem fim à vista. 

Este governo de treta e de leis sem sentido levou-nos para o precipício, e não contentes com isso, atirou-nos lá para baixo levando-nos à ruína. 

A classe média, a função pública, os trabalhadores que menos ganham, descontam cada vez mais, os impostos estão cada vez mais altos, os empregados ganham cada vez menos, as famílias estão cada vez mais com a corda ao pescoço e cada vez mais apertada. 

Há cada vez mais pobres, mais precariedade, mais desemprego e menos futuro. 

Mas isto só acontece às classes mais baixas e desfavorecidas, porque os que estão no topo da pirâmide, que são uma minoria, (os gestores das empresas públicas, os políticos que nos governam, os gestores dos bancos, entre outros…), tiram do nosso bolso para meter no deles.

Cortam tudo e mais alguma coisa aos que já tão pouco têm e continuam a viver à grande e à francesa, com o dinheiro que provém dos nossos sacrifícios, e pouco se importam em ver que o país está a desmoronar.

É ridículo assistir a tudo isto e ver que nada muda. 

É triste ver que nenhum dos que está na assembleia a representar-nos fala mais alto e se torna a voz do nosso descontentamento. 

É triste ver milhares de portugueses a pedir mudança e nada fazer para mudar. 

É triste ter que concordar com quem disse que nós somos uma sociedade pacífica de revoltados.

É triste ver que o português nunca está bem com aquilo que tem, mas também pouco faz para mudar.

Estou a generalizar, mas sei bem que existem excepções, por isso, caso a sejam, não se ofendam.

Mas agora, analisando as coisas, será que neste momento é viável, em termos económicos, o governo cair e termos eleições antecipadas? 

Nós já vimos as repercussões a nível nacional e internacional que a saída de dois membros do governo teve, as taxas de juro da divida portuguesa aumentaram para 8% (NOTÍCIA: Juros da dívida de Portugal sobem acima dos 8%.),

o índice PSI20 [que agrega as 20 maiores empresas cotadas na bolsa portuguesa], teve a maior queda de sempre, desde 1998, (NOTÍCIA: Bolsa nacional com terceira maior queda de sempre,),
entre outros exemplos. 

Será viável gastar milhões de euros em eleições que dificilmente irão mudar alguma coisa? (NOTÍCIA: Queda do governo põe em risco 13,4 mil milhões.)

De que adianta deitar abaixo o governo e o seu sucessor nada fazer para mudar a situação em que estamos? 

Criticar e apontar o dedo é fácil, mas arranjar soluções para os problemas é a tarefa mais complicada.

Já sabemos que é isso que vai acontecer. Basta olhar para trás na história e ver o que se tem passado ao longo dos anos. 



Adiantará fazer o governo cair, aumentar a divida do país e os partidos a governar serem sempre os mesmos?


Sim, temos muita população descontente, mas também temos aquele tipo de pessoa que por pior que o país esteja, apoiam sempre o mesmo partido político. 


Esquecem-se que política não é a mesma coisa que futebol, que nos faz apoiar o nosso clube nas vitórias e nas derrotas.


Política é algo muito mais complexo e de muita maior responsabilidade, onde mudar de opção de voto é viável quando as coisas vão de mal a pior.

Por isso lembrem-se, não importa só o governo cair, é fundamental mudar mentalidades e mostrar a quem vota sempre no mesmo, que é um erro não mudar. 

Poderemos não mudar para melhor, mas depois de tudo o que se tem passado neste país, mudar para pior também é praticamente impossível.

Votem com consciência, e não com coração, porque em política, quem vota com o coração, acaba por sair derrotado.



«Sandy»

sábado, 22 de junho de 2013

The First Time, 2012


Resumo: 

"Uma comédia romântica centrada no primeiro fim de semana entre dois adolescentes inexperientes, Dave Hodgman (Dylan O’Brien)e Aubrey Miller (Britt Robertson), e a presença da menina dos sonhos de Dave, Jane Harmon (Victoria Justice)."


Ok, sim, eu sei que por esta sinopse, tão curta e digamos assim, grossa, muita gente põe de parte a visualização deste filme.

Mas este não é um filme qualquer com uma curta sinopse. 
Admito que vi-o  principalmente por causa do Dylan O’Brien pois sou fã dele e gosto bastante de o ver actuar. 

Não sabia propriamente qual era o foco principal, mas como geralmente sou fã de filmes de adolescentes e de comédias românticas, valia a pena arriscar ver este.

Este é mais um daqueles filmes que eu estou habituada a ver. 

A típica comédia romântica que nos deixa a pensar: “Quando é que me vai sair na rifa um rapaz como o Dave?”.

Sim, pode parecer injusto para com os outros rapazes, pois isto é um filme e não a vida real, mas aquilo que o Dave faz no filme, um rapaz da vida real também o pode fazer. (por isso meninos, estejam atentos ao filme e aprender alguma coisa...:b)

Eu gostei bastante do filme, para não variar. 

Sou muito suspeita para falar do Dylan, pois nunca conseguirei ser imparcial, portanto acho que me vou ficar por dizer o que achei do filme, pois se falo do actor nunca mais saímos daqui. xD

E se, num fim-de-semana, a vida como tal a conheces mudasse e essa mudança começasse quando, por acaso, alguém te encontra a falar sozinho, sobre a rapariga por quem pensas que estás apaixonado?

A história do filme começa quando, numa sexta-feira à noite, Dave, decidi declarar o seu amor à rapariga de quem gosta. Antes de o fazer, está às voltas num beco, a tentar decorar o texto que escreveu para declarar o seu amor por ela. Do nada, aparece Abrey, que o ouve e lhe pergunta o que se passa.

A partir deste momento, tudo muda.

Uma conversa, uma troca de olhares, um simples toque fazem com que Dave comece a ver as coisas com outros olhos.

Abrey, a rapariga anti romantismo (com a qual eu por acaso me identifiquei um pouco…),também muda e começa a pensar na sua vida e no seu relacionamento doutra forma.

Tinha tudo para dar errado, mas às vezes, o errado parece o mais certo a fazer-se e o que começou com uma simples e estranha conversa, converte-se em algo mais.

Se pensam que vão ver mais uma daquelas típicas comédias-românticas de adolescentes onde tudo é perfeitinho e sem erro, enganem-se.

Os relacionamentos problemáticos, as questões da “primeira vez” que tão faladas são, a família “disfuncional”, a dificuldade em demonstrar sentimentos, tudo isto está presente no filme, o que o faz ser interessante de assistir fazendo uma pessoa ficar ansiosa para ver como será o final.

O filme está tão bem conseguido, que mesmo mostrando o que muitas das vezes será a realidade numa relação, consegue fazer com que uma pessoa o veja do início ao fim, a pensar em como será que as personagens vão acabar.

Realmente recomendo este filme, pois acho que vale a pena ver, principalmente se tal como eu forem fãs de comédias românticas. (E do Dylan O'Brien...xD)

É uma história engraçada, divertida e muito fofa, onde os diálogos estão fantásticos e têm sempre razão de ser onde nada passa despercebido.

Não é mais um filme de adolescentes. 
É um filme de adolescentes com muito que se lhe diga.

Vejam, porque realmente vale a pena. :)


P.S.: Por favor, alguém me diz onde eu arranjo um Dave para mim? xD

P.S.1: Cada vez gosto mais do Dylan O’Brien! *.*
Realmente vale a pena ver mais trabalhos dele, para além de Teen Wolf...
Ele nunca perde a graça e é sempre hilariante. Pura e simplesmente ADORO-O! :D


«Sandy»

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mudança? Para quando?


E hoje parece que estou com "alma" de "revolucionária". 

Apeteceu-me escrever, não só sobre o Brasil, mas também sobre Portugal.

E agora vocês perguntam, escrever porque e sobre o quê? 

Escrevo hoje porque, dia 17 de de Junho de 2013, muito se falou da greve dos professores neste país à beira mar plantado.

E porque é que a greve causou tanta polémica? 

Porque a fizeram no dia do exame nacional de 12º ano de Português, exame esse que pode decidir, em muitas das vezes, o futuro dos alunos que querem ingressar no ensino superior.

Não pensem que escrevo para criticar a decisão tomada pelos professores, não é isso que pretendo.

Não os vou criticar, vou sim apoiá-los e dizer ainda mais do que isso, a greve, não devia ter sido feita apenas por eles, devia também ter sido feita pelos alunos, porque alguém neste país precisa de tomar uma atitude, sair à rua, mudar e mostrar a indignação.

O nosso ministro da educação, criticou a medida tomada pelos professores, disse que só os alunos estavam a ser prejudicados, mas esqueceu-se disso no dia em que decidiu criar os mega-agrupamentos de escolas, quando cortou o apoio social e o passe escolar.

Onde morava essa preocupação toda no dia em que se cortou nos horários aos professores, no dia em que as turmas passam a ter perto de 30 alunos onde é praticamente impossível apoiar um aluno que tenha mais necessidades?

Estudo desde os meus 6 anos, estou neste momento, com 22 anos, prestes a acabar o ensino superior, e eu própria já estou condenada ao desemprego, assim como os professores que têm por base ensinar-nos e ajudar-nos a evoluir como estudantes.

Sou a favor de que devemos lutar pelos nossos direitos, fazer barulho, ir à luta e nunca baixar os braços até vermos mudanças.

Sou a favor duma sociedade justa, onde a qualidade do ensino não seja comprometida por medidas estúpidas e sem sentido, tomadas por governantes ignorantes que se estão a lixar para o povo que sofre com as consequências dos actos em que eles não pensam.

Sou a favor dos professores, dos alunos, da educação e sobretudo da qualidade da educação neste país.

Sou a favor de um futuro para os meus filhos e netos, que não seja tão precário como o meu.

Sou a favor da justiça social e das mudanças políticas, pois isto não pode continuar assim.

Sou a favor de que olhem para a população portuguesa com olhos de ver e que não olhem para nós apenas como números no instituto nacional de estatística.

Se neste momento fosse aluna do ensino secundário, unia-me aos meus professores e ia com eles para a rua reivindicar os meus direitos como cidadã e como estudante. (Fenprof estima que 90% dos professores fizeram greve.)

Na minha opinião, hoje, ou faziam exame todos os alunos ou não fazia nenhum. 

Parece bonito dizer-se que 76% dos alunos fez exame nacional, apenas se esquecem dos restantes 24% que estudaram e ficaram às portas das salas à espera que algo acontecesse. (Governo diz que 76% dos alunos fizeram exame de português.)

Irónico será dizer que o tema da composição deste ano se intitulava: “A juventude é uma fase da vida frequentemente associada à esperança e à vontade de mudança.”. (Estudantes usam composição para criticar exame.)

A minha reflexão sobre este tema irá ser escrita, porque mesmo não sendo aluna de secundário, garanto-vos que tenho muito a dizer acerca dele.

«Sandy»