terça-feira, 18 de junho de 2013

Mudança? Para quando?


E hoje parece que estou com "alma" de "revolucionária". 

Apeteceu-me escrever, não só sobre o Brasil, mas também sobre Portugal.

E agora vocês perguntam, escrever porque e sobre o quê? 

Escrevo hoje porque, dia 17 de de Junho de 2013, muito se falou da greve dos professores neste país à beira mar plantado.

E porque é que a greve causou tanta polémica? 

Porque a fizeram no dia do exame nacional de 12º ano de Português, exame esse que pode decidir, em muitas das vezes, o futuro dos alunos que querem ingressar no ensino superior.

Não pensem que escrevo para criticar a decisão tomada pelos professores, não é isso que pretendo.

Não os vou criticar, vou sim apoiá-los e dizer ainda mais do que isso, a greve, não devia ter sido feita apenas por eles, devia também ter sido feita pelos alunos, porque alguém neste país precisa de tomar uma atitude, sair à rua, mudar e mostrar a indignação.

O nosso ministro da educação, criticou a medida tomada pelos professores, disse que só os alunos estavam a ser prejudicados, mas esqueceu-se disso no dia em que decidiu criar os mega-agrupamentos de escolas, quando cortou o apoio social e o passe escolar.

Onde morava essa preocupação toda no dia em que se cortou nos horários aos professores, no dia em que as turmas passam a ter perto de 30 alunos onde é praticamente impossível apoiar um aluno que tenha mais necessidades?

Estudo desde os meus 6 anos, estou neste momento, com 22 anos, prestes a acabar o ensino superior, e eu própria já estou condenada ao desemprego, assim como os professores que têm por base ensinar-nos e ajudar-nos a evoluir como estudantes.

Sou a favor de que devemos lutar pelos nossos direitos, fazer barulho, ir à luta e nunca baixar os braços até vermos mudanças.

Sou a favor duma sociedade justa, onde a qualidade do ensino não seja comprometida por medidas estúpidas e sem sentido, tomadas por governantes ignorantes que se estão a lixar para o povo que sofre com as consequências dos actos em que eles não pensam.

Sou a favor dos professores, dos alunos, da educação e sobretudo da qualidade da educação neste país.

Sou a favor de um futuro para os meus filhos e netos, que não seja tão precário como o meu.

Sou a favor da justiça social e das mudanças políticas, pois isto não pode continuar assim.

Sou a favor de que olhem para a população portuguesa com olhos de ver e que não olhem para nós apenas como números no instituto nacional de estatística.

Se neste momento fosse aluna do ensino secundário, unia-me aos meus professores e ia com eles para a rua reivindicar os meus direitos como cidadã e como estudante. (Fenprof estima que 90% dos professores fizeram greve.)

Na minha opinião, hoje, ou faziam exame todos os alunos ou não fazia nenhum. 

Parece bonito dizer-se que 76% dos alunos fez exame nacional, apenas se esquecem dos restantes 24% que estudaram e ficaram às portas das salas à espera que algo acontecesse. (Governo diz que 76% dos alunos fizeram exame de português.)

Irónico será dizer que o tema da composição deste ano se intitulava: “A juventude é uma fase da vida frequentemente associada à esperança e à vontade de mudança.”. (Estudantes usam composição para criticar exame.)

A minha reflexão sobre este tema irá ser escrita, porque mesmo não sendo aluna de secundário, garanto-vos que tenho muito a dizer acerca dele.

«Sandy»

E o Brasil, Acordou.



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POR FAVOR VEJAM O VÍDEO ACIMA E PARTILHEM! 
VAMOS AJUDAR À MUDANÇA! 

Porque não há nada como as redes sociais para divulgar o que se passa no mundo. 

Para ajudar, basta partilhar! :)


#ChangeBrazil #AcordaBrasil #ForçaBrasil


Eu não sou brasileira, mas como cidadã do mundo, isto não podia passar ao lado.


Digo sinceramente que são precisas mais pessoas assim, não só no Brasil, mas também em Portugal, para tentarmos, de alguma forma, mudar o rumo das coisas...


Porque o sistema politico não pode ter todo o poder e estar a lixar-se para o povo, que os sustenta.


Os políticos não podem fazer tudo o que querem sem ouvir a voz do povo!


Pessoas destas e manifestações destas precisam-se! Cada vez mais!


Porque para mudar o rumo de politicas estúpidas e sem sentido, que só servem para encher os bolsos a quem nos governa, alguém tem que sair à rua e mostrar a indignação.


Sou portuguesa, mas apoio-vos nesta luta!


Muita força a todos os que estão na rua a mostrar a sua indignação!


Espero que tal como o Brasil, também Portugal acorde.


Porque nós, o povo, que é sempre prejudicado pelos políticos, não merecemos a forma como somos tratados.


Não merecemos ser convidados a sair do nosso país, a abandonar a nossa pátria, a nossa família, a nossa vida, pelos simples facto de nos estarem a condenar a não termos futuro no nosso país.


Não merecemos ser maltratados por uma classe politica que se esta a lixar para nós, que somos quem leva o país para frente.


E quando o meu país sair à rua, sairei também, porque sou mais uma das pessoas que está condenada à precariedade e à falta de oportunidades neste país à beira mar plantado.


E isto não pode continuar assim.




«Sandy»

quarta-feira, 27 de março de 2013

O "perigo" das generalizações.






Depois de ter visto tanta indignação dirigida à reportagem da TVI, decidi vê-la e perceber o porquê disto estar a acontecer.

A reportagem, não diz nada para além da verdade, embora eu ache que quando se mostram os exemplos menos bons da nossa juventude, mesmo sendo isso que vende e que dá audiências, deve-se também mostrar aquilo que temos de bom e de melhor.

Generalizar só trás indignação, má disposição e acima de tudo, mal entendidos.

Depois do que vi, sinto-me muito bem comigo mesma, por ser uma excepção àquela que mostram como a regra do nosso país.

Só tenho a agradecer a quem me educou, aos meus avós, à minha mãe e à minha restante família que sempre tive por perto. A sério, sinto-me mesmo feliz por não me enquadrar no grupo de jovens que está idealizado na reportagem.

Numa sociedade onde o sexo está cada vez mais banalizado, e onde miúdas cada vez mais novas andam com roupa cada vez mais curta, consigo perceber o porquê desta generalização.

Percebo porque esta é a regra da sociedade, percebo porque é com estas imagens que somos bombardeados não só na televisão, mas também nas revistas e nos locais públicos.

Percebo, mas não acho bem nem concordo com a generalização.

Porque no meio de tanta coisa má, há sempre alguém que se destaca pelo lado positivo.

Há sempre alguém que é diferente e que não vive para dar nas vistas ou chamar à atenção.

Muita da culpa do que está demonstrado na reportagem é dos pais de quem lá está a dar a cara.

Não me venham com tretas a dizer que a culpa é dos “Morangos com Açúcar”2, da “Casa dos Segredos” e do “Big Brother”.

A TVI não obriga ninguém a ver tais programas. Vocês vêem porque querem.

Admito, também tive a minha altura de os ver, mas tenho 21 anos e não acho que tenha sido por causa disso que comecei a sair com roupa curta, a meter-me com cada gajo que me aparece à frente ou a apanhar bebedeiras em cada saída à noite.

Muito pelo contrário, saio à noite para me divertir e não para ficar bêbeda, sou exigente e tenho amor-próprio suficiente para saber dizer “NÃO” à quantidade de imbecis que aparecem na noite e que só querem cama, valorizo-me ao ponto de saber “chamar à atenção” sem precisar de usar roupa curta ou saltos altos.

Para mim, boa conversa atrai muito mais que pouca roupa.

É triste ver como os nossos jovens são caracterizados, é triste ver que para além duma crise financeira, cada vez mais existe uma crise de valores neste país.

Mas, apesar de tudo isto, sinto-me feliz, porque sei que não sou em nada parecida com esta generalização.

Gosto de ser a “anormalidade”, pois aquilo que está representado na reportagem é cada vez mais a “normalidade” neste país.

Como li num comentário na página da TVI, “Façam uma reportagem com cinco miúdas com alguma cabecinha e coerência. Eu sei meus senhores, eu sei que Portugal foi trespassado ao pessoal da mini-saia e do engate, mas podemos voltar a trespassá-lo ao pessoal do pijama e da pantufa? É tão mais importante almoçar valores e jantar valores do que ouvir a famosa conversa do "tomamos um cafezinho e logo se vê." Vamos acordar, minha gente.”. 

Eu não podia concordar mais com isto, porque tem que se mostrar que ainda há excepções à regra.

E orgulho-me de puder dizer que sou uma delas. 

«Sandy»

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Captain America-The First Avenger, 2011


Resumo: 

"2ª Guerra Mundial.

Steve Rogers é um jovem que aceitou ser voluntário numa série de experiências que visam criar o super-soldado americano.

Os militares conseguem transformá-lo numa arma humana, mas logo percebem que o super-soldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas.

Desta forma, Rogers é usado como uma celebridade do exército, marcando presença em paradas realizadas pela Europa no intuito de levantar a estima dos combatentes.

Para que isso aconteça, passa a usar uma vestimenta com as cores da bandeira dos Estados Unidos, azul, branca e vermelha.

Só que um plano nazista faz com que Rogers entre em acção e assuma a alcunha de Capitão América, usando seus dons para combatê-los em plenas trincheiras da guerra."



Depois de ver este filme, começo seriamente a arrepender-me de nunca ter lido banda desenhada nesta minha vidinha…

Vá, nunca é tarde, eu sei, mas cada vez mais fico fascinada pelo mundo das histórias aos quadradinhos e pelos seus super heróis…

Já vi vários filmes que se baseiam nestas histórias (Hulk, Homem de Ferro, X-Men, Homem-Aranha, Quarteto-Fantástico, Thor e mais recentemente Capitão América, que me trás a escrita hoje), e pura e simplesmente, adorei-os a todos…Acho que ando mesmo ficar fã de super-heróis… :P

Hoje quem me cá trás é o Capitão-América, o mais recente filme de super-heróis que vi, em mais uma das minhas noites de insónias… xD

Gostei bastante do filme, a única coisa de que tive pena, foi do romance pouco desenvolvido entre o nosso Steve e a Peggy…Fora isso, não tenho muito a apontar…

Assim, fiquei novamente rendida aos super-heróis… A história é centrada em Steve Rogers, um rapaz por quem ninguém dá nada, que todos gozam e de quem todos “abusam” e deitam abaixo, que tem como grande objectivo de vida, ingressar no exército americano, por altura da segunda guerra mundial. Rapaz franzino, asmático, de saúde frágil e muito pouco (ou nada) musculado, tenta, sem sucesso, ingressar diversas vezes no exército americano de forma a servir o seu país, onde quem serve a Pátria é visto como herói.

Apesar de todas as recusas e dos “nãos” aos quais é exposto, Steve mantém a persistência, determinação e a confiança nele próprio, e tenta, por uma última vez, realizar o seu sonho. E é nesta sua última tentativa, com a ajuda dum cientista alemão, o Dr.Erskine, que lhe dá a oportunidade por que tanto anseia, que Steve vê a sua vida mudar radicalmente. 

Steve aceita assim, entrar numa experiência que tem como objectivo criar super-soldados para servir o exército americano na guerra.
Quando a experiência dá certo, Steve, que tanto queria ir para o campo de batalha, é “vendido” como merchandising na guerra americana, de forma a angariar fundos, pois quem manda, pensa que ele é demasiado valioso para ir para a frente no campo de batalha.

Até que tudo muda, e começa aqui a minha parte preferida do filme…Sim, sou fã de romances, como já se sabe, mas a melhor parte deste filme para mim, foi mesmo a acção e a luta de Steve, que desobedece a ordens superiores, para salvar aqueles que eles queriam deixar para trás.

Sim, porque apesar de ele ser um super-soldado, continua com a sua bondade, a sua humanidade e amor intactos, porque quando se tem um poder como dele, é preciso não se perder nele e esquecer o que realmente importa, os sentimentos e um bom coração. 

(Olho para trás e vejo que já escrevi mesmo muito, estou entusiasmada…ahah Vamos lá tentar concluir… :P)

O filme, que tem tanto a sua dose de drama, como de comédia (sim, porque ela também é precisa para aliviar o clima pesado…), mostra-nos que não vale a pena desistir dos nossos sonhos, dos nossos objectivos de vida, porque haveremos de encontrar uma forma de os conseguirmos realizar, por mais impossíveis e improváveis que eles nos pareçam.

O amor e a amizade também são importantes factores que estão em destaque no filme. Sem amor e amizade verdadeira, é difícil chegarmos a algum lado.

O nosso querido Capitão-América, “revolta-se” contra os seus superiores e move montanhas de forma a salvar quem ama e de maneira a conseguir defender aquilo em que acredita.

Se calhar, se fossemos um bocadinho mais assim no dia-a-dia, a vida nos corresse um pouco melhor, digo eu…

Se gostam de aventuras e de super-heróis, este filme é incontornável na vossa lista de visualizações.

Aproveitem tal como eu aproveitei. 

P.S.1: Admirei-me do estado em que o Chris Evans (O Tocha-Humana do Quarteto Fantástico, e o Capitão-América), aparece no início do filme…Perguntei logo aos meus botões pelo que lhe tinha acontecido… Mas depois do que fizeram ao Brad Pitt no Estranho Caso de Benjamim Button, já nada me surpreende…:P

P.S.2: Por favor, quero dormir 70 anos e acordar com o aspecto do Steve! Please, arranjem-me o segredo dele! xD

P.S.3: Não deixem de assistir ao filme até ao final dos créditos, pois tal como acontece no “Thor”, lá irá aparecer uma preview para o filme “Os Vingadores”, o próximo da minha lista de filmes para ver em breve. 

«Sandy»