quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Chalet Girl, 2011

 




Resumo:

“Kim, 19 anos e ex praticante de skate, trabalha num snack-bar quando lhe oferecem trabalho num luxuoso resort de esqui.

Sem saber esquiar e envolvida neste novo mundo de luxo e glamour, que para ela é desconhecido, Kim encontra uma prancha de snowboard antiga, começa a treinar e depressa percebe que tem um talento natural.

Kim, rapidamente chama a atenção do atraente Jonny, um dos seus patrões.

Conseguirá ela superar as dificuldades, ser a campeã de snowboard e conquistar o amor da sua vida?”




Admito que apenas decidi que queria ver este filme pelo simples facto de que o protagonista é o eterno Chuck Bass de Gossip Girl, e como sou fã do Ed Westwick o filme chamou-me a atenção.

Apesar de nem sequer ter ouvido falar dele antes de o ter visto na net, não ter visto trailer e a única coisa que sabia era quem entrava no filme, até gostei de o ver.

O filme, uma comédia romântica com tantas outras que vejo, leva-nos rumo a uma viagem pelas paisagens das magníficas montanhas de Áustria, a um chalé onde a principal atracção é a neve e o esqui.

Um filme com cenas divertidas, onde relações improváveis começam e onde os sonhos se realizam…

Inesperadamente chamada para um trabalho de última hora, que seria o sonho de muita boa gente (eu não me importava nada de ter um trabalho assim xD), onde o luxo está presente constantemente, o salário é bom e as gorjetas muito generosas, fazem com que Kim, a protagonista, vá a descoberta de novas aventuras, novas pessoas e novas formas de estar na vida (onde os ricos bebem Dom 62 que custa o salário dela xD) e que perceba que a vida pode mudar quando menos esperamos e as mudanças podem nem sempre ser más.

Ao início, aquilo que era apenas um trabalho para ganhar dinheiro extra para ajudar em casa, passa para a realização dum sonho, o enfrentar dos medos, as amizades improváveis e os amores impossíveis, que nos leva para um mundo ao qual não estávamos habituados a pertencer.

Um comédia muito divertida que aconselho a ver , pois dar umas boas gargalhadas é sempre bem vindo! :D

«Sandy»

Waiting For Forever, 2010


Resumo:

“Melhores amigos enquanto cresciam, Emma (Rachel Bilson) e Will (Tom Sturridge) perderam contacto a um bom tempo atrás-até onde ela sabe. 

Para Will, Emma nunca deixou de ser a pessoa mais importante da sua vida. 

Acreditando que eles estão ligados para sempre, ele vai aonde ela vai. 
Will não possui casa, carro, ou um trabalho ‘de verdade’. 

Ele sobrevive de seu talento como malabarista e talentos performáticos afiados com anos de exibição para Emma. 

Quando o pai dela fica doente, Emma volta para sua cidade natal, tentando deixar pra trás sua vida amorosa complicada e uma carreira fracassada como atriz. 

Emma e Will acabam por se voltar a encontrar quando Emma é obrigada a regressar à sua antiga cidade onde vai descobrir a verdadeira importância do amor e da família”




Ao acabar de ver este filme apercebi-me que fiquei com falta de palavras para escrever sobre ele porque as únicas que me vieram a cabeça foram “fantástico” e “fofinho” (sim, eu sei que pareço uma criança a falar assim, mas esta é a mais pura das verdades…). 

Gostei tanto dele que tornou-se difícil para mim saber o que dizer… 

Vi-o por curiosidade, sem expectativas de nada, mas fiquei muito contente com o facto de ter sido surpreendida pela positiva. Recomendo o filme pelo simples facto de que me deixou colada ao ecrã do início ao fim, sem saber para onde se dirigia o final…

Filme simples, que foge a forma “hollywoodiana” de romantismo e que o transmite de forma pura, perfeita e inesquecível um amor que para o protagonista é eterno. 

Para ele, ela é tudo na sua vida e não há nada que ele não fizesse por ela.

Um opinião curta e sincera é a única coisa que agora me surge, não deixem de ver o filme, porque se tal como eu gostarem de romances, tenho a certeza que se vão apaixonar por este.


«Sandy»

Muito prazer, o meu nome é Sandra, and this is me! ;)

Sincera
Alegre
Natural
Decidida
Responsável
Amiga

Perfeccionista
Ambiciosa (q.b.)
Única
Livre
Atenciosa

Curiosa
Orgulhosa
Extrovertida
Leal
Humilde
Optimista

Rebelde (q.b.)
Exigente
Brincalhona
Eficiente
Lutadora
Observadora

Sim, esta sou eu, sem tirar nem pôr... :)

Quem gosta, parabéns, tem uma amiga para a vida, quem não gosta, não me faz diferença, sei muito bem com quem posso contar...


A todos vocês que apesar de todos os defeitos que tenha, (que são bastantes, não sou, nem quero ser perfeita) estão ao meu lado, obrigada por me aceitarem tal como eu sou! :)  

«Sandy»

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Planos? Futuro? Que futuro?


Já faz imenso tempo desde a última vez que aqui escrevi... 
Há tanto tempo que tenho o blog parado, e hoje decidi dar-lhe um pouco de vida... 

Ou pelo menos tentar fazê-lo...

No momento em que escrevo este texto, mil e uma coisas me passam pela cabeça e parece que a minha vida não faz qualquer sentido. 

A dúvida do futuro permanece e atormenta-me todos os dias. Penso comigo mesma se serei algum dia capaz de realizar tudo aquilo que desejo, todos os meus sonhos e espectativas. 

Depois de tantas vezes dizer a toda a gente para ter “pensamento positivo”, não entendo o porque de dúvidas como estas me perseguirem em cada passo que dou, em cada porta que se fecha ou janela que se abre.

Nunca gostei de ter dúvidas.

Sempre gostei de dar respostas aos meus problemas e das certezas que tinha na minha vida. Sempre gostei de saber o rumo que levava e ter os meus planos em ordem.

Mas parece que isso mudou e vai continuar a mudar, e começo a pensar para que servem os planos que fazemos se quase sempre eles nos saem furados?

Pensar no futuro torna-se uma tarefa cada vez mais complicada, porque da forma que isto está, não me vejo com qualquer futuro por aqui por estes lados.

Tenho, e sempre tive, a ambição de sair daqui, de deixar este país e ir explorar o que para mim ainda permanece desconhecido. Acho que nunca fui conhecida pela minha capacidade de gostar de estar presa ao que quer que seja, muito menos a Portugal.

Se neste momento me fizessem a pergunta: “Onde é que te imaginas daqui a 5 anos?”, acho que a resposta que dava era que me imagino em qualquer parte do mundo menos aqui.

A questão que viria a seguir, suponho eu, seria “Porque é que daqui a 5 anos não te imaginas no teu país?”

A resposta, também não me parece muito difícil, embora não seja aquela que a maior parte das pessoas quer ouvir.

Sim, porque ouvir as verdades, na maior parte das vezes, custa, e custa muito isso vos garanto.

Admito que na minha visão das coisas, é triste ver uma jovem, de 21 anos, prestes a terminar uma licenciatura, pertencente aquela que é considerada da geração mais qualificada que Portugal algum dia teve, ter uma declaração destas.

Mas é a realidade, pura e dura, para grande parte dos jovens da minha geração, que se vê encurralado num país onde as saídas são cada vez menos, a não ser quando são saídas para além das fronteiras do país ao qual chamamos lar.

Não sou, nem nunca fui, nacionalista ao ponto de não abrir horizontes além-fronteiras, mas o que realmente me custa, é ver que desta forma, pouco ou nada este país vai avançar, numa época tão difícil como aquela que estamos a viver.

Sempre me disseram “os jovens são o futuro do nosso país”, “vocês são o futuro, a mudança”, mas se o nossos “queridos” governantes (sim, digo isto de forma muito irónica, porque de “queridos” eles não têm nada) nos aconselham a emigrar e dizer adeus às nossas origens, como podemos ser nós a mudança e o futuro do nosso país?

Queremos trabalho, pedem-nos experiência, que nós não temos, mas que também ninguém nos quer dar;

queremos sair de casa dos pais, não podemos porque não temos trabalho; 

queremos ser independentes, ter a nossa vida e viver de forma digna e não deixam que tal aconteça porque neste país não há futuro para os jovens, não há futuro para os desempregados, para os idosos ou para a gerações futuras porque nos impedem de o tentar criar, tirando-nos a esperança de que algum dia isto irá melhorar. 

Fecham-nos as portas, e não nos abrem janelas, encurralam-nos num presente sem respostas, apenas com a dúvida sempre presente: “O que vou fazer da minha vida quando acabar o meu curso?” ou “O que vou fazer da minha vida agora que fiquei desempregado com 45 anos?”.

É triste, revoltante e desanimadora a situação que nos apresentam todos os dias.

É triste não ver um futuro digno para mim (e para milhares de jovens como eu) neste país, vai ser triste dizer adeus a tudo o que aqui tenho, no dia em que como muitos outros que partem rumo ao desconhecido, vou ter que tomar a decisão de o abandonar, sem olhar para trás, apenas com a mágoa sempre presente, que não vou puder ter um futuro no meu país porque me impediram disso.

Vai ser difícil dizer “até já” (porque “adeus”, para mim, é demasiado definitivo), há minha família, aos meus amigos, a cidade que tanto amo, a tudo o que conquistei durante a minha vida aqui.

Mas o mais difícil de tudo, vai ser o dia em que voltar aqui e ver que nada mudou e tudo permanece no sitio onde estava quando parti, na incerteza do futuro e na dúvida se algum dia isto irá mudar.

«Sandy»