quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Muito prazer, o meu nome é Sandra, and this is me! ;)

Sincera
Alegre
Natural
Decidida
Responsável
Amiga

Perfeccionista
Ambiciosa (q.b.)
Única
Livre
Atenciosa

Curiosa
Orgulhosa
Extrovertida
Leal
Humilde
Optimista

Rebelde (q.b.)
Exigente
Brincalhona
Eficiente
Lutadora
Observadora

Sim, esta sou eu, sem tirar nem pôr... :)

Quem gosta, parabéns, tem uma amiga para a vida, quem não gosta, não me faz diferença, sei muito bem com quem posso contar...


A todos vocês que apesar de todos os defeitos que tenha, (que são bastantes, não sou, nem quero ser perfeita) estão ao meu lado, obrigada por me aceitarem tal como eu sou! :)  

«Sandy»

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Planos? Futuro? Que futuro?


Já faz imenso tempo desde a última vez que aqui escrevi... 
Há tanto tempo que tenho o blog parado, e hoje decidi dar-lhe um pouco de vida... 

Ou pelo menos tentar fazê-lo...

No momento em que escrevo este texto, mil e uma coisas me passam pela cabeça e parece que a minha vida não faz qualquer sentido. 

A dúvida do futuro permanece e atormenta-me todos os dias. Penso comigo mesma se serei algum dia capaz de realizar tudo aquilo que desejo, todos os meus sonhos e espectativas. 

Depois de tantas vezes dizer a toda a gente para ter “pensamento positivo”, não entendo o porque de dúvidas como estas me perseguirem em cada passo que dou, em cada porta que se fecha ou janela que se abre.

Nunca gostei de ter dúvidas.

Sempre gostei de dar respostas aos meus problemas e das certezas que tinha na minha vida. Sempre gostei de saber o rumo que levava e ter os meus planos em ordem.

Mas parece que isso mudou e vai continuar a mudar, e começo a pensar para que servem os planos que fazemos se quase sempre eles nos saem furados?

Pensar no futuro torna-se uma tarefa cada vez mais complicada, porque da forma que isto está, não me vejo com qualquer futuro por aqui por estes lados.

Tenho, e sempre tive, a ambição de sair daqui, de deixar este país e ir explorar o que para mim ainda permanece desconhecido. Acho que nunca fui conhecida pela minha capacidade de gostar de estar presa ao que quer que seja, muito menos a Portugal.

Se neste momento me fizessem a pergunta: “Onde é que te imaginas daqui a 5 anos?”, acho que a resposta que dava era que me imagino em qualquer parte do mundo menos aqui.

A questão que viria a seguir, suponho eu, seria “Porque é que daqui a 5 anos não te imaginas no teu país?”

A resposta, também não me parece muito difícil, embora não seja aquela que a maior parte das pessoas quer ouvir.

Sim, porque ouvir as verdades, na maior parte das vezes, custa, e custa muito isso vos garanto.

Admito que na minha visão das coisas, é triste ver uma jovem, de 21 anos, prestes a terminar uma licenciatura, pertencente aquela que é considerada da geração mais qualificada que Portugal algum dia teve, ter uma declaração destas.

Mas é a realidade, pura e dura, para grande parte dos jovens da minha geração, que se vê encurralado num país onde as saídas são cada vez menos, a não ser quando são saídas para além das fronteiras do país ao qual chamamos lar.

Não sou, nem nunca fui, nacionalista ao ponto de não abrir horizontes além-fronteiras, mas o que realmente me custa, é ver que desta forma, pouco ou nada este país vai avançar, numa época tão difícil como aquela que estamos a viver.

Sempre me disseram “os jovens são o futuro do nosso país”, “vocês são o futuro, a mudança”, mas se o nossos “queridos” governantes (sim, digo isto de forma muito irónica, porque de “queridos” eles não têm nada) nos aconselham a emigrar e dizer adeus às nossas origens, como podemos ser nós a mudança e o futuro do nosso país?

Queremos trabalho, pedem-nos experiência, que nós não temos, mas que também ninguém nos quer dar;

queremos sair de casa dos pais, não podemos porque não temos trabalho; 

queremos ser independentes, ter a nossa vida e viver de forma digna e não deixam que tal aconteça porque neste país não há futuro para os jovens, não há futuro para os desempregados, para os idosos ou para a gerações futuras porque nos impedem de o tentar criar, tirando-nos a esperança de que algum dia isto irá melhorar. 

Fecham-nos as portas, e não nos abrem janelas, encurralam-nos num presente sem respostas, apenas com a dúvida sempre presente: “O que vou fazer da minha vida quando acabar o meu curso?” ou “O que vou fazer da minha vida agora que fiquei desempregado com 45 anos?”.

É triste, revoltante e desanimadora a situação que nos apresentam todos os dias.

É triste não ver um futuro digno para mim (e para milhares de jovens como eu) neste país, vai ser triste dizer adeus a tudo o que aqui tenho, no dia em que como muitos outros que partem rumo ao desconhecido, vou ter que tomar a decisão de o abandonar, sem olhar para trás, apenas com a mágoa sempre presente, que não vou puder ter um futuro no meu país porque me impediram disso.

Vai ser difícil dizer “até já” (porque “adeus”, para mim, é demasiado definitivo), há minha família, aos meus amigos, a cidade que tanto amo, a tudo o que conquistei durante a minha vida aqui.

Mas o mais difícil de tudo, vai ser o dia em que voltar aqui e ver que nada mudou e tudo permanece no sitio onde estava quando parti, na incerteza do futuro e na dúvida se algum dia isto irá mudar.

«Sandy»

quarta-feira, 16 de março de 2011

"E o povo, pá?"



Qual é a situação real do nosso país? 
Esta deve ser a pergunta que mais vezes é feita pelos portugueses… 

Não sou economista, nem percebo de economia, não tenho ideologia política e também não percebo de política… 

Sou da considerada “Geração á Rasca”, e isto deve querer dizer alguma coisa, pois quando saem perto de 300 mil pessoas a rua alguma coisa não está bem (A adesão à manifestação da «geração à rasca» ultrapassou largamente os números inicialmente previstos, com cerca de 300 mil pessoas em todo o país…). 

Mas não é só a minha geração que está a rasca, são as várias gerações que estão cada vez mais com a “corda ao pescoço” onde o “cinto apertado” não vale de nada.

Veio ontem (14-03-2011) o nosso primeiro-ministro falar aos portugueses e dizer que não precisamos de ajuda externa, quando ainda há pouco tempo este se reuniu com a chanceler Alemã, a senhora Merkel, de forma a pedir ajuda e apoio a Alemanha… (O primeiro-ministro, José Sócrates, vai encontrar-se na próxima quarta-feira, dia 2 de Março, com Angela Merkel para aproximar posições sobre a reforma do fundo de socorro do euro num contexto de forte especulação sobre a possibilidade de Portugal estar já a negociar alguma forma de assistência financeira.). 

Se isto não é ajuda externa, então não sei o que será, mas provavelmente será o Fundo Monetário Internacional (FMI)… 
Quando o primeiro-ministro diz que a oposição ao não aprovar as medidas que o governo propõe está a criar uma crise política, eu pergunto-me, mas já não estamos perante uma?

Manifestações das “Gerações á Rasca” com 300 mil pessoas na rua, transportadoras e camionistas parados por tempo indeterminado (Segundo a RTPN, as 600 empresas de transportes decidiram fazer uma paralisação, por tempo indeterminado, a partir das 00h00 de segunda-feira.), greve do metro de Lisboa (Os trabalhadores do ML estiveram hoje em greve entre as 06:30 e as 11:00 para protestar contra os cortes salariais impostos pela Lei do Orçamento do Estado, uma paralisação que, contou com uma adesão superior a 90 por cento.), greve dos Comboios de Portugal (Os maquinistas decidiram avançar para a greve, das 05.00 às 09.00 do dia 23 de Março. Os maquinistas farão greve nesse período de trabalho, na sequência de uma reunião que foi inconclusiva.) e dos transportes colectivos (Cerca de 90 por cento dos trabalhadores da Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP) aderiram à greve às horas extraordinárias…), um plenário com mais de 9 mil professores no Campo Pequeno (Nove mil professores de vários níveis de ensino e de norte a sul do país encheram hoje a sala de espectáculos do Campo Pequeno para contestar a política do Governo e aprovar o reforço da greve às horas extraordinárias.). 

Se isto não é uma crise política, então eu não sei mesmo o que é uma…
Ouço notícias que a meu ver são ridículas e cada vez mais acredito que este país é só para os ricos… 

O IVA desce de 23% para 6% para actividades como o golf, (Com as recentes alterações às tabelas de IVA, a prática de golfe passou a ser tributada à taxa máxima de 23%. Agora, o Governo prepara-se para abrir uma excepção, aplicando-lhe de novo a taxa mínima de 6%.), um desporto que eu considero elitista e que só os ricos frequentam, enquanto os ginásios, recomendados por médicos, devido às elevadas taxas de obesidade no nosso país, e para melhoria da nossa qualidade de vida, continuam a ser taxados a 23%... (Todas as actividades dos ginásios, seja com acompanhamento de professores, seja a prática solitária de actividade física, terão de ser taxadas a 23% de IVA, sem que exista qualquer excepção à taxa máxima do imposto.

Se isto não é ridículo, não sei o que será, talvez as cartas de amor como diz o poeta…

Nestas alturas questiono-me, tal como a música dos Homens da Luta, “E O Povo, Pá?”, o povo que sai a rua e se manifesta contra a situação precária deste país, contra o desemprego e contra a corrupção, o povo que é prejudicado cada vez que são postas em práticas medidas ditadas pelo governo, o povo da classe média e média baixa que paga a factura… 

Porque nestas alturas, a classe média e média baixa são sempre as mais prejudicadas, enquanto os outros estão muitos felizes, nas suas casinhas, a ver as manifestações e protestos na TV como se fossem partidas de carnaval…


«Sandy»

sábado, 5 de março de 2011

"Façam o favor de ser Felizes!"



Houve alguém que me disse que escrever não é apenas ter inspiração, é também ter muito trabalho. 
Disse-me que se gosto de escrever não posso estar parada e que tenho que trabalhar nisso… 

Mas eu não sou de pensar muito quando escrevo, a escrita é mais uma das coisas na minha vida em que sou impulsiva. 
Não sou de escrever histórias muito longas, escrevo sobre situações do momento, sobre o que estou a sentir ou aquilo que senti…

Depois de dar muitas voltas a minha cabeça e tentar arranjar algum tema para escrever e não me surgir nada de jeito acho que tive um flash e lembrei-me duma coisa… (E lá estou eu a ser impulsiva outra vez… :p)

Porque é que todos, ou quase todos, os homens dizem que as mulheres são complicadas? 

Porque é que dizem que é difícil perceber as mulheres? 

Devem pensar que eles não são complicados de certeza, mas antes pelo contrário, eles são tão, ou mais complicados que as mulheres, pelos menos alguns… 

E a nós também nos é difícil percebê-los…

Não pensem que se vão escrever manuais sobre “Como “descomplicar” uma mulher em 10 passos” ou “Como perceber um homem”… 

Tenho a certeza que mesmo que os inventem, não vão ser eficazes… 

Homens e mulheres são demasiado complexos para serem percebidos através de leituras, de pesquisas na internet ou de estudos científicos… 

Hoje em dia vivemos numa sociedade onde os estereótipos são a base da sua formação na maioria das vezes… 

Se a mulher não é estilo modelo recrimina-se e acha que nunca será boa para homem nenhum, que eles merecem melhor que ela, porque ela não é a regra, é a excepção… 

Se os homens não têm em mente perspectivas de carreira e emprego estáveis, não têm futuro…

Para as mulheres que pensam que são inferiores apenas vos digo, sobrestimar as vossas capacidades é o vosso maior erro… 

Nenhuma pessoa merece isso… 
Vocês não podem achar que não são suficientes… 

Por muitos problemas que tenham, não se podem achar inferiores por isso… 
Ninguém é perfeito, todos temos problemas, embora uns mais visíveis que outros, todos os temos e isso não pode ser o motivo para deixarem de acreditar que podem ter aquela pessoa que tanto desejam, que tanto amam ao vosso lado… 

Se essa pessoa gostar de vocês de verdade aceita-vos tal como são… 
Porque o amor é isso mesmo, gostarmos duma pessoa e aceitarmos tudo o que ela tem, quer seja bom ou mau…

“Aprende-se a amar não quando se encontra a pessoa perfeita, mas sim quando se aprende a crer na perfeição de uma pessoa imperfeita.”

Pode ser difícil acreditarem nesta frase, mas lembrem-se, a vida também é difícil e não deixamos de acreditar nela por causa disso pois não? 
Ou se deixamos não devíamos deixar, porque por mais problemática que a vida seja, aprendemos sempre alguma coisa com ela.

Aprendam a valorizar as vossas capacidades, aquilo que têm de melhor para dar as pessoas… 
Ponham-se sempre em primeiro lugar, nunca pensem que são inferiores… 

Todos somos especiais, cada um a sua maneira e temos que acreditar nisso, o primeiro passo para que as coisas aconteçam é esse mesmo, acreditar… 
Acreditar em vocês, nas vossas capacidades… 

Acreditarem que são capazes de tudo apesar das limitações a que todos estamos sujeitos, uns mais que outros é certo…

Quanto aos homens, é certo que é bom terem perspectivas de futuro sobre trabalho e carreira mas não podem fazer com que a vossa vida gire em torno disso… 
A vida é muito mais que dinheiro e trabalho… 

A vida é amizade, amor, felicidade… 
A vida é uma montanha russa de emoções, onde temos altos e baixos e devemos aprender com eles…

Esqueçam os estereótipos que a sociedade impõe, às vezes ser a excepção é melhor que a regra… 
Não podemos ser todos iguais, as mulheres não podem ser todas modelos, os homens não precisam de ser todos doutores… 

A vida perfeita que tanta gente procura pode não ser a melhor maneira de viver… 
Lutar pela perfeição torna-se cansativo... 

Temos que aprender a viver a vida aceitando as surpresas e os altos e baixos que ela nos traz… 

Aprendam pura e simplesmente a ser FELIZES! 

«Sandy»