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quarta-feira, 7 de maio de 2014

25 de Abril de 1974


A 25 de Abril de 1974, foi derrubado em Portugal um governo que oprimia, proibia e amordaçava a liberdade de expressão no nosso país. 

Não o vivi, mas a história deste dia foi sempre uma das partes da história de Portugal que gostei de saber e de estudar. 

Declarado como "Dia da Liberdade" e conhecida como a "Revolução dos Cravos", trouxe ao nosso país uma liberdade que há muito era desejada por quem cá vivia. 

Obrigada a todos os intervenientes, por terem lutado por este dia e terem feito com que eu pudesse a ter liberdade de expressão, podendo agir, dizer e viver da forma como quero. 


Zeca Afonso - Grândola Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

sexta-feira, 11 de abril de 2014

As perguntas da madrugada.



Existem momentos na vida em que nos vêm à cabeça perguntas que parecem um pouco sem sentido.

Chegam-nos por via das dúvidas que surgem depois de um mau dia fora de casa, depois de uma discussão mais acesa com um familiar ou depois de algo que aparentemente fazia sentido na nossa vida, deixar de o fazer, de um momento para o outro. 

Essas perguntas, a mim, chegam-me de madrugada, quando sou atacada pelas insónias e o sono não vem. 

Fico às voltas na cama, a ver as perguntas surgirem-me na cabeça quando faço tudo para as tentar fazer desaparecer. 

Sim, porque geralmente, as perguntas que me surgem são aquelas para as quais eu não tenho resposta.

São aquelas perguntas que teimam a aparecer quando tudo parecer estar a correr bem, relembrando-nos que, apesar de tudo, ainda não temos respostas para aquilo que nos atormenta. 

Por exemplo: 

Pergunto-me muitas vezes porque é que as pessoas têm que ser tão preconceituosas e mesquinhas ao ponto de nos atirarem a cara que o facto de alguém ter excesso de peso ou falta dele, vestir-se duma ou de outra forma, ter ou não ter tatuagens, usar ou não piercings, os impede de arranjar trabalho. 

Claro, não culpam os políticos, não culpam a crise económica e social pelo qual o país está a passar, não culpam o sistema que só é bom para quem tem cunhas, culpam sim, quem procura trabalho e não o encontra porque é gordo, magro, alto, baixo, homem ou mulher.

Alguém me explica onde é que isto faz sentido?!

Juro que por mais que tente, não consigo perceber o que faz com que alguém que fuja ao dito "padrão de beleza da sociedade moderna" tenha mais ou menos oportunidades de emprego, seja mais ou menos competente no cargo para o qual se candidata. 

Se seguirmos esta lógica, acho que em vez de nos inscrevermos no centro de emprego, e deixarmos lá o nosso currículo, mais valia estarmos inscritos numa agência de modelos e deixarmos lá o nosso book, para que assim esta recrute trabalhadores consoante o "padrão de beleza" exigido pela empresa. 

Se assim fosse, poupavam-me trabalho a enviar currículos. Pelo menos iria saber, consoante o "padrão de beleza" no qual me insiro, para que função estaria apta. 

Acreditem, isto não são frustrações duma jovem que não tem mais nada para fazer à vida a não ser levantar questões parvas. 

São sim sentimentos de alguém, que está constantemente a ser "atacada" e "julgada" por ser excepção à regra. 

E acreditem, isso tira-me profundamente do sério.

Porque começo a pensar que aqui para os meus lados, fugir a essa regra exigida de pertencer ao "padrão de beleza da sociedade moderna" é mais criminoso do que os constantes cortes salariais a que a função pública e os pensionistas estão sujeitos.

É mais criminoso do que o aumento de impostos, do que a taxa de desemprego que não pára subir e do que o número de pessoas, cada vez maior, que se aventuram na emigração, na tentativa de encontrarem uma vida melhor lá fora. 

E em pleno século XXI, onde, supostamente, estamos a viver num país europeu desenvolvido, esta mentalidade antiquada, preconceituosa e ridícula, tira-me complemente do sério.


«Sandy»

As pessoas julgam a aparência, mas esquecem-se que o mal da sociedade são as pessoas sem carácter.

Renato Russo

quinta-feira, 20 de março de 2014

Eu Não Quero Pagar... Por Aquilo Que Eu Não Fiz...


Nós não queremos pagar por aquilo que não fizemos, não queremos ser prejudicados por causa duma classe política corrupta e sem valores. 


Não queremos ser a geração que não tem futuro no seu próprio país. 
Não queremos ser a geração da crise, da precariedade, da falta de oportunidades e que tem que fazer as malas e zarpar para o desconhecido para ter algo que se pareça com um futuro, com um trabalho, com um ordenado. 


Não queremos ser a Geração á Rasca. 
Não queremos viver à rasca e com a corda ao pescoço e o cinto apertado. 

QUEREMOS UM FUTURO MAS NEGAM-NOS ESSA OPORTUNIDADE!

E é tudo isto e muito mais que me revolta neste país à beira mar plantado. 

Porque estou cansada desta situação e cansada de ver o meu futuro adiado enquanto a classe política goza com a nossa cara. 


Tiago Bettencourt - Aquilo Que Eu Não Fiz 

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi

Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi

Não é essa a razão
Para me querem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou
Não fui eu que não vi

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Talvez do que não sei
Talvez do que não vi 
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim
E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir
Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair

Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz

Meu fado é vento que leva e conduz.

domingo, 3 de novembro de 2013

Pensamentos Soltos


Quando faço uma retrospectiva daquilo com que ocupo o demasiado tempo livre que tenho, vejo que passo grande parte do meu tempo a ver séries e a suspirar por amores supostamente impossíveis.

Como em tudo na minha vida, aqui, no meu mundinho das séries, também gosto de ser excepção à regra.

Os amores ditos, “impossíveis”, nas séries, são e sempre irão ser os meus preferidos.

Vocês sabem aquilo que não devia ser suposto acontecer? Pois é exactamente isso de que eu gosto.

Para mim, esse tipo de romance é muito mais apelativo, muito mais atractivo do que aqueles que estão, digamos assim, destinados a acontecer.

“Nunca” é uma palavra demasiado definitiva no que diz respeito a romances, principalmente em séries.

“Impossível” é algo, que na própria palavra, inclui o “possível”, portanto, não é tão “impossível” como se diz.

Como eu li algures, “O Primeiro Amor nunca morre, mas o Verdadeiro Amor pode enterra-lo vivo.”.
Concordo plenamente com isto, acho que o verdadeiro amor pode tudo, independentemente do que aconteça, dos obstáculos que surjam, das pessoas que se intrometem e dos problemas que existam.

Sou fã de triângulos amorosos, e nesses triângulos sou fã da suposta, “parte mais fraca”.

Não gosto de romances previsíveis, à primeira vista, casamentos arranjados ou aquilo que é a regra nas séries.
Não gosto do que se pode prever e do que se diz ser destinado a acontecer. 

Gosto daquilo que é construído, do imprevisível, do que desafia o destino.
Gosto dos “bad-boys”, dos “rejeitados” e supostamente, “condenados”.
Gosto do que foge à regra, do que não tem regras e gosto do dito “impossível”.

Resumindo: Gosto de ser do contra.

Não tenho grande apego aos protagonistas e geralmente as minhas personagens favoritas são as secundárias.

Vejo muitas séries, e acho que por mais que acrescente à lista, este vai ser sempre o meu pensamento.

SOU TEAM:


Pacey and Joey em Dawson’s Creek, 

Damon and Elena, Klaus and Caroline, Matt and Rebekah em The Vampire Diaries, 

Hook and Emma em Once Upon a Time, 

Oliver and Felicity em Arrow, 

Chuck and Blair em Gossip Girl,

Eric and Sookie em True Blood,

Wade and Zoe em Hart of Dixie,


e mais recentemente, 

Sebastian and Mary em Reign.


Ainda podia acrescentar mais casais, mas acho que estes são uma boa amostra daquilo que quero exemplificar.

Quem vê series ou conhece as séries que referi já percebeu mais ao menos o meu padrão de gostos. Como disse em cima: “Não tenho grande apego aos protagonistas e geralmente as minhas personagens favoritas são as secundárias.”

Na minha opinião, não faz qualquer sentido um romance não ter uma base sólida.

Aquilo que eu valorizo mais é o que é construído no dia-a-dia, aquilo que supera obstáculos, que vai contra o, digamos assim, destino. Tudo isto é muito mais atractivo e muito mais verdadeiro que aquele romance “épico”, que está destinado a ser “para sempre”.

Como todos os aficionados de séries devem saber, o que vende (e vende bem) e dá audiências (verdade seja dita), nas séries, são em grande maioria, triângulos amorosos, amores impossíveis e proibidos, o perigo de algo que não pode, nem devia acontecer, e praticamente todas as séries apostam nisso mesmo.

Acho que em todas as séries que eu vejo, há sempre algo assim. Se não for triângulo amoroso, é um romance que por algum motivo não deveria acontecer.

Ao ler o que escrevi, acho que isto não passam de pensamentos soltos, de frases escritas ao longo de diversas conversas e comentários que tenho no facebook sobre o assunto.

Mas caso nada disto faça sentido, apenas digo:
O destino, quer nas séries ou na nossa própria vida, somos nós que o fazemos, por muito que nos digam o contrário.
Nós temos o controlo da nossa vida, nós fazemos as nossas escolhas de acordo com o que sentimos e por isso, quando se ama verdadeiramente, nada é impossível.

P.S.: Vejam os meus vídeos no youtube. Para quem gosta de séries e não só, acho que vão gostar. ;) 

Aqui ficam os links: 


       Vídeo 1: Multicouple |Kiss Me| Ed Sheeran

«Sandy»