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quarta-feira, 7 de maio de 2014

25 de Abril de 1974


A 25 de Abril de 1974, foi derrubado em Portugal um governo que oprimia, proibia e amordaçava a liberdade de expressão no nosso país. 

Não o vivi, mas a história deste dia foi sempre uma das partes da história de Portugal que gostei de saber e de estudar. 

Declarado como "Dia da Liberdade" e conhecida como a "Revolução dos Cravos", trouxe ao nosso país uma liberdade que há muito era desejada por quem cá vivia. 

Obrigada a todos os intervenientes, por terem lutado por este dia e terem feito com que eu pudesse a ter liberdade de expressão, podendo agir, dizer e viver da forma como quero. 


Zeca Afonso - Grândola Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

quinta-feira, 20 de março de 2014

Eu Não Quero Pagar... Por Aquilo Que Eu Não Fiz...


Nós não queremos pagar por aquilo que não fizemos, não queremos ser prejudicados por causa duma classe política corrupta e sem valores. 


Não queremos ser a geração que não tem futuro no seu próprio país. 
Não queremos ser a geração da crise, da precariedade, da falta de oportunidades e que tem que fazer as malas e zarpar para o desconhecido para ter algo que se pareça com um futuro, com um trabalho, com um ordenado. 


Não queremos ser a Geração á Rasca. 
Não queremos viver à rasca e com a corda ao pescoço e o cinto apertado. 

QUEREMOS UM FUTURO MAS NEGAM-NOS ESSA OPORTUNIDADE!

E é tudo isto e muito mais que me revolta neste país à beira mar plantado. 

Porque estou cansada desta situação e cansada de ver o meu futuro adiado enquanto a classe política goza com a nossa cara. 


Tiago Bettencourt - Aquilo Que Eu Não Fiz 

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi

Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi

Não é essa a razão
Para me querem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou
Não fui eu que não vi

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Talvez do que não sei
Talvez do que não vi 
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim
E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir
Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair

Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz

Meu fado é vento que leva e conduz.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Emigração? A nossa futura realidade?



É triste investirmos em educação neste país, para não se colher os frutos do investimento.

É triste ter que dizer adeus ao país que nos viu crescer, que nos fez mulheres e homens com objetivos de vida que pensaríamos que seriam aqui realizados.

É indecente ter um primeiro ministro que nos convida a sair e a dizer adeus, sem data de regresso prevista, ao nosso país, a nossa família, aos nossos amigos, a nossa vida...

A realidade deste país está a tornar-se cada vez mais insuportável e não tarda nada, mais uma remessa de "estudantes de excelência" e de "jovens licenciados" vai estar pronta a embarcar na aventura da emigração.

É triste não se ver futuro neste país e já ter ideia de sair mesmo antes de concluir o curso.

Será que serei a próxima? É provável que sim, pois aqui dificilmente conseguirei ver os meus anos de estudo reconhecidos.

Terminar a licenciatura é mesmo que dizer que vou pró desemprego com estilo, com um canudo que custou a pagar a quem me sustenta...

E infelizmente, este é o retrato do nosso país.


«Sandy»



E aqui fica um exemplo, daquilo que refiro em cima: 



"Excelência

Não me conhece, mas eu conheço-o e, por isso, espero que não se importe que lhe dê alguns dados biográficos.

Chamo-me Pedro Miguel, tenho 22 anos, sou um recém-licenciado da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Nasci no dia 31 de Julho de 1990 na freguesia de Miragaia.

Cresci em Alijó com os meus avós paternos, brinquei na rua e frequentava a creche da Vila.

Outras vezes acompanhava a minha avó e o meu avô quando estes iam trabalhar para o Meiral, um terreno de árvores de fruto, vinha (como a maioria daquela zona), entre outros. Aprendi a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” quando me cruzava na rua com terceiros.

Aprendi que a vida se conquista com trabalho e dedicação.

Aprendi, ou melhor dizendo, ficou em mim a génesis da ideia de que o valor de um homem reside no poder e força das suas convicções, no trato que dá aos seus iguais, no respeito pelo que o rodeia.

Voltei para a cidade onde continuei o meu percurso: andei numa creche em Aldoar, freguesia do Porto e no Patronato de Santa Teresinha; frequentei a escola João de Deus durante os primeiros 4 anos de escolaridade, o Grande Colégio Universal até ao 10º ano e a Escola Secundária João Gonçalves Zarco nos dois anos de ensino secundário que restam.

Em 2008 candidatei-me e fui aceite na Escola Superior de Enfermagem do Porto, como referi, tendo terminado o meu curso em 2012 com a classificação de Bom. Nunca reprovei nenhum ano.

No ensino superior conclui todas as unidades curriculares sem “deixar nenhuma cadeira para trás” como se costuma dizer.

Durante estes 20 anos em que vivi no Grande Porto, cresci em tamanho, em sabedoria e em graça.

Fui educado por uma freira, a irmã Celeste, da qual ainda me recordo de a ver tirar o véu e ficar surpreendido por ela ter cabelo; tive professores que me ensinaram a ver o mundo (nem todos bons, mas alguns dignos de serem apelidados de Professores, assim mesmo com P maiúsculo); tive catequistas que, mais do que religião, me ensinaram muito sobre amizade, amor, convivência, sobre a vida no geral; tive a minha família que me acompanhou e me fez; tive amigos que partilharam muito, alguns segredos, algumas loucuras próprias dos anos em flor; tive Praxe, aquilo que tanta polémica dá, não tendo uma única queixa da mesma, discutindo Praxe várias vezes com diversos professores e outras pessoas, e posso afirmar ter sido ela que me fez crescer muito, perceber muita coisa diferente, conviver com outras realidades, ter tirado da minha boca para poder oferecer um lanche a um colega que não tinha que comer nesse dia.

Tudo isto me engrandeceu o espírito.

E cresci, tornei-me um cidadão que, não sendo perfeito, luto pelas coisas em que eu acredito, persigo objetivos e almejo, como todos os demais, a felicidade, a presença de um propósito em existirmos.

Sou exigente comigo mesmo, em ser cada vez melhor, em ter um lugar no mundo, poder dizer “eu existo, eu marquei o mundo com os meus atos”.

Pergunta agora o senhor por que razão estarei eu a contar-lhe isto. Eu respondo-lhe: quero despedir-me de si.

Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou.

Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro.

Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu.

Junto comigo levo mais 24 pessoas de vários pontos do país, de várias escolas de Enfermagem.

Somos dos melhores do mundo, sabia?

E não somos reconhecidos, não somos contratados, não somos respeitados.

O respeito foi uma das palavras que mais habituado cresci a ouvir.

A par dessa também a responsabilidade pelos meus atos, o assumir da consequência, boa ou má (não me considero, volto a dizer, perfeito).

Esse assumir de uma consequência, a pro-atividade para fazer mais, o pensar, ter uma perspetiva sobre as coisas, é algo que falta em Portugal.

Considero ridículas estas últimas semanas.

Não entendo as manifestações que se fazem que não sejam pacíficas. Não sou a favor das multidões em protesto com caras tapadas (se estão lá, deem a cara pelo que lutam), daqueles que batem em polícias e afins.

Mais, a culpa do país estar como está não é sua, nem dos sucessivos governos rosas e laranjas com um azul à mistura: a culpa é de todos.

Porquê?

Porque vivemos com uma Assembleia que pretende ser representativa, existindo, por isso, eleições. A culpa é nossa que vos pusemos nesse pódio onde não merecem estar.

Contudo o povo cansou-se da ausência de alternativas, da austeridade, do desemprego, das taxas, dos impostos.

E pedem um novo Abril.

Para quê?

O Abril somos nós, a liberdade é nossa.

E é essa liberdade que nos permite sair à rua, que me permite escrever estas linhas.

O que nós precisamos é que se recorde que Abril existiu para ser o povo quem “mais ordena”.

E a precisarmos de algo, precisamos que nos seja relembrado as nossas funções, os nossos direitos, mas, sobretudo, principalmente, com muita ênfase, os nossos deveres.

Porém, irei partir.

Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão.

Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país.

Mostrarei o que sou, conquistarei mais.

Mas não me esquecerei nunca do que deixei cá. Nunca.

Deixo amigos, deixo a minha família.

Como posso explicar à minha sobrinha que tem um ano que eu a amo, mas que não posso estar junto dela?

Como posso justificar a minha ausência?

Como posso dizer adeus aos meus avós, aos meus tios, ao meu pai?

Eles criaram, fizeram-me um Homem.

Sou sem dúvida um privilegiado.

Ainda consigo ter dinheiro para emigrar, o que não é para todos.

Sou educado, tenho objetivos, tenho valores.

Sou um privilegiado.

E é por isso que lhe faço um último pedido.

Por favor, não crie um imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade.

Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país.

Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia.

Permita-me, sim?

E verá que nos meus olhos haverá saudade e a esperança de um dia aqui voltar, voltar à minha terra. Voltarei com mágoa, mas sem ressentimentos, ao país que, lá bem no fundo, me expulsou dele mesmo.

Não pretendo que me responda, sinceramente.

Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho.

Cumprimentos,
Pedro Marques

Enviada hoje (17 de Outubro de 2012) para a Presidência da República."

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Planos? Futuro? Que futuro?


Já faz imenso tempo desde a última vez que aqui escrevi... 
Há tanto tempo que tenho o blog parado, e hoje decidi dar-lhe um pouco de vida... 

Ou pelo menos tentar fazê-lo...

No momento em que escrevo este texto, mil e uma coisas me passam pela cabeça e parece que a minha vida não faz qualquer sentido. 

A dúvida do futuro permanece e atormenta-me todos os dias. Penso comigo mesma se serei algum dia capaz de realizar tudo aquilo que desejo, todos os meus sonhos e espectativas. 

Depois de tantas vezes dizer a toda a gente para ter “pensamento positivo”, não entendo o porque de dúvidas como estas me perseguirem em cada passo que dou, em cada porta que se fecha ou janela que se abre.

Nunca gostei de ter dúvidas.

Sempre gostei de dar respostas aos meus problemas e das certezas que tinha na minha vida. Sempre gostei de saber o rumo que levava e ter os meus planos em ordem.

Mas parece que isso mudou e vai continuar a mudar, e começo a pensar para que servem os planos que fazemos se quase sempre eles nos saem furados?

Pensar no futuro torna-se uma tarefa cada vez mais complicada, porque da forma que isto está, não me vejo com qualquer futuro por aqui por estes lados.

Tenho, e sempre tive, a ambição de sair daqui, de deixar este país e ir explorar o que para mim ainda permanece desconhecido. Acho que nunca fui conhecida pela minha capacidade de gostar de estar presa ao que quer que seja, muito menos a Portugal.

Se neste momento me fizessem a pergunta: “Onde é que te imaginas daqui a 5 anos?”, acho que a resposta que dava era que me imagino em qualquer parte do mundo menos aqui.

A questão que viria a seguir, suponho eu, seria “Porque é que daqui a 5 anos não te imaginas no teu país?”

A resposta, também não me parece muito difícil, embora não seja aquela que a maior parte das pessoas quer ouvir.

Sim, porque ouvir as verdades, na maior parte das vezes, custa, e custa muito isso vos garanto.

Admito que na minha visão das coisas, é triste ver uma jovem, de 21 anos, prestes a terminar uma licenciatura, pertencente aquela que é considerada da geração mais qualificada que Portugal algum dia teve, ter uma declaração destas.

Mas é a realidade, pura e dura, para grande parte dos jovens da minha geração, que se vê encurralado num país onde as saídas são cada vez menos, a não ser quando são saídas para além das fronteiras do país ao qual chamamos lar.

Não sou, nem nunca fui, nacionalista ao ponto de não abrir horizontes além-fronteiras, mas o que realmente me custa, é ver que desta forma, pouco ou nada este país vai avançar, numa época tão difícil como aquela que estamos a viver.

Sempre me disseram “os jovens são o futuro do nosso país”, “vocês são o futuro, a mudança”, mas se o nossos “queridos” governantes (sim, digo isto de forma muito irónica, porque de “queridos” eles não têm nada) nos aconselham a emigrar e dizer adeus às nossas origens, como podemos ser nós a mudança e o futuro do nosso país?

Queremos trabalho, pedem-nos experiência, que nós não temos, mas que também ninguém nos quer dar;

queremos sair de casa dos pais, não podemos porque não temos trabalho; 

queremos ser independentes, ter a nossa vida e viver de forma digna e não deixam que tal aconteça porque neste país não há futuro para os jovens, não há futuro para os desempregados, para os idosos ou para a gerações futuras porque nos impedem de o tentar criar, tirando-nos a esperança de que algum dia isto irá melhorar. 

Fecham-nos as portas, e não nos abrem janelas, encurralam-nos num presente sem respostas, apenas com a dúvida sempre presente: “O que vou fazer da minha vida quando acabar o meu curso?” ou “O que vou fazer da minha vida agora que fiquei desempregado com 45 anos?”.

É triste, revoltante e desanimadora a situação que nos apresentam todos os dias.

É triste não ver um futuro digno para mim (e para milhares de jovens como eu) neste país, vai ser triste dizer adeus a tudo o que aqui tenho, no dia em que como muitos outros que partem rumo ao desconhecido, vou ter que tomar a decisão de o abandonar, sem olhar para trás, apenas com a mágoa sempre presente, que não vou puder ter um futuro no meu país porque me impediram disso.

Vai ser difícil dizer “até já” (porque “adeus”, para mim, é demasiado definitivo), há minha família, aos meus amigos, a cidade que tanto amo, a tudo o que conquistei durante a minha vida aqui.

Mas o mais difícil de tudo, vai ser o dia em que voltar aqui e ver que nada mudou e tudo permanece no sitio onde estava quando parti, na incerteza do futuro e na dúvida se algum dia isto irá mudar.

«Sandy»

quarta-feira, 16 de março de 2011

"E o povo, pá?"



Qual é a situação real do nosso país? 
Esta deve ser a pergunta que mais vezes é feita pelos portugueses… 

Não sou economista, nem percebo de economia, não tenho ideologia política e também não percebo de política… 

Sou da considerada “Geração á Rasca”, e isto deve querer dizer alguma coisa, pois quando saem perto de 300 mil pessoas a rua alguma coisa não está bem (A adesão à manifestação da «geração à rasca» ultrapassou largamente os números inicialmente previstos, com cerca de 300 mil pessoas em todo o país…). 

Mas não é só a minha geração que está a rasca, são as várias gerações que estão cada vez mais com a “corda ao pescoço” onde o “cinto apertado” não vale de nada.

Veio ontem (14-03-2011) o nosso primeiro-ministro falar aos portugueses e dizer que não precisamos de ajuda externa, quando ainda há pouco tempo este se reuniu com a chanceler Alemã, a senhora Merkel, de forma a pedir ajuda e apoio a Alemanha… (O primeiro-ministro, José Sócrates, vai encontrar-se na próxima quarta-feira, dia 2 de Março, com Angela Merkel para aproximar posições sobre a reforma do fundo de socorro do euro num contexto de forte especulação sobre a possibilidade de Portugal estar já a negociar alguma forma de assistência financeira.). 

Se isto não é ajuda externa, então não sei o que será, mas provavelmente será o Fundo Monetário Internacional (FMI)… 
Quando o primeiro-ministro diz que a oposição ao não aprovar as medidas que o governo propõe está a criar uma crise política, eu pergunto-me, mas já não estamos perante uma?

Manifestações das “Gerações á Rasca” com 300 mil pessoas na rua, transportadoras e camionistas parados por tempo indeterminado (Segundo a RTPN, as 600 empresas de transportes decidiram fazer uma paralisação, por tempo indeterminado, a partir das 00h00 de segunda-feira.), greve do metro de Lisboa (Os trabalhadores do ML estiveram hoje em greve entre as 06:30 e as 11:00 para protestar contra os cortes salariais impostos pela Lei do Orçamento do Estado, uma paralisação que, contou com uma adesão superior a 90 por cento.), greve dos Comboios de Portugal (Os maquinistas decidiram avançar para a greve, das 05.00 às 09.00 do dia 23 de Março. Os maquinistas farão greve nesse período de trabalho, na sequência de uma reunião que foi inconclusiva.) e dos transportes colectivos (Cerca de 90 por cento dos trabalhadores da Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP) aderiram à greve às horas extraordinárias…), um plenário com mais de 9 mil professores no Campo Pequeno (Nove mil professores de vários níveis de ensino e de norte a sul do país encheram hoje a sala de espectáculos do Campo Pequeno para contestar a política do Governo e aprovar o reforço da greve às horas extraordinárias.). 

Se isto não é uma crise política, então eu não sei mesmo o que é uma…
Ouço notícias que a meu ver são ridículas e cada vez mais acredito que este país é só para os ricos… 

O IVA desce de 23% para 6% para actividades como o golf, (Com as recentes alterações às tabelas de IVA, a prática de golfe passou a ser tributada à taxa máxima de 23%. Agora, o Governo prepara-se para abrir uma excepção, aplicando-lhe de novo a taxa mínima de 6%.), um desporto que eu considero elitista e que só os ricos frequentam, enquanto os ginásios, recomendados por médicos, devido às elevadas taxas de obesidade no nosso país, e para melhoria da nossa qualidade de vida, continuam a ser taxados a 23%... (Todas as actividades dos ginásios, seja com acompanhamento de professores, seja a prática solitária de actividade física, terão de ser taxadas a 23% de IVA, sem que exista qualquer excepção à taxa máxima do imposto.

Se isto não é ridículo, não sei o que será, talvez as cartas de amor como diz o poeta…

Nestas alturas questiono-me, tal como a música dos Homens da Luta, “E O Povo, Pá?”, o povo que sai a rua e se manifesta contra a situação precária deste país, contra o desemprego e contra a corrupção, o povo que é prejudicado cada vez que são postas em práticas medidas ditadas pelo governo, o povo da classe média e média baixa que paga a factura… 

Porque nestas alturas, a classe média e média baixa são sempre as mais prejudicadas, enquanto os outros estão muitos felizes, nas suas casinhas, a ver as manifestações e protestos na TV como se fossem partidas de carnaval…


«Sandy»